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quinta-feira, 5 de junho de 2014

Brasília e mais 6 capitais vão colocar Exército nas ruas durante o Mundial

Brasília, São Paulo, Rio, Cuiabá, Curitiba e Natal já aceitaram a proposta do governo federal de que militares atuem na segurança do evento. Anistia Internacional pede respeito ao direito de manifestação
Correio Braziliense
Andre Shalders - Correio Braziliense
Publicação: 05/06/2014 06:04 Atualização: 05/06/2014 08:13

Manifestantes durante protesto de integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) na cidade de São Paulo (SP), nessa quarta-feira (4/6)  (Alice Vergueiro/Folhapress)
Manifestantes durante protesto de integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) na cidade de São Paulo (SP), nessa quarta-feira (4/6)
Mais da metade das 12 cidades sedes da Copa do Mundo contarão com o reforço de tropas militares durante o torneio internacional. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, enfatizou ontem que os governadores da maioria dos estados que receberão partidas aceitaram a oferta do governo federal de envio de um contingente adicional das Forças Armadas para auxiliar as polícias na segurança do evento.

Homens do Exército, no entanto, não atuarão diretamente nas manifestações, mas terão um papel “dissuasório” em relação a eventuais protestos, pois estarão espalhados por pontos estratégicos das cidades sedes. Já a Anistia Internacional preparou um relatório, que será entregue hoje no Palácio do Planalto, em que cobra o respeito à liberdade de expressão e de manifestação durante a Copa.

Cardozo alertou, em entrevista, que as pessoas têm liberdade para se manifestar, mas frisou que os abusos por parte de manifestantes que se aproveitam dos protestos “para praticar ilícitos” serão coibidos, assim como os excessos de autoridades que se excederem. “Estamos recebendo as respostas dos governadores. Até o momento, parece claro que a maioria dos governadores está aceitando, sim, a oferta de termos um contingente adicional das Forças Armadas auxiliando as polícias. São Paulo e Rio já aceitaram. Acredito que a grande maioria dos governadores deve aceitar”, afirmou o ministro da Justiça.

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