Cidadãos que precisam cruzar vias perigosas, como a Epia e a BR-070, reclamam da falta de manutenção e segurança nas estruturas de travessia aérea. Especialistas condenam as principais falhas encontradas nos locais, como iluminação precária e placas soltas
Correio Braziliense
Publicação: 05/03/2014 06:03 Atualização: 04/03/2014 23:30
| Sobre a BR-040, a principal reclamação dos usuários da passagem é a falta de iluminação: pedestres são vítimas constantes de assaltos |
O Correio percorreu passarelas de Candangolândia, Park Way, Valparaíso, Jardim Ingá, Ceilândia e acompanhou de perto as dificuldades enfrentadas pelos usuários. Ouviu reclamações de toda natureza. Na altura da Candangolândia e do Park Way, ao longo da Estrada Parque Indústria e Abastecimento (Epia), a principal queixa da população é a falta de cobertura. “A gente fica muito exposto a tudo o que acontece. Poderia ter pelo menos uma proteção”, relata Alexandra Martins, 31, que há cinco anos trabalha próximo à passarela e todos os dias percorre o mesmo caminho sob sol ou chuva.
De acordo com Dickran Berberian, professor de engenharia da Universidade de Brasília e da Faculdade Iesplan e patologista de edificações, a cobertura é recomendável. “A exposição da estrutura contribui no processo de corosão, que diminui substancialmente a vida útil das passarelas e pode provocar acidentes graves, como soltura de placas”, explica. A colocação de um teto também facilita o uso de equipamento de iluminação e vigilância.
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