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terça-feira, 12 de abril de 2016

DSTs podem estar relacionadas ao surgimento da monogamia

De acordo com o estudo publicado na revista Nature Communications, a poligamia era a norma em pequenas sociedades de caçadores-coletores, mas esta realidade passou a ser cada vez menos verdadeira a medida que as sociedades cresciam com o advento da agricultura e do sedentarismo.

 postado em 12/04/2016 16:05 - Correio Braziliense
 France Presse

Paris, França - O desenvolvimento de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) pode ter influenciado o surgimento da monogamia em nossas sociedades, de acordo com um estudo divulgado nesta terça-feira, sugerindo que o que nós consideramos como uma escolha moral ou norma social pode ter sido moldado por nosso ambiente.
"Nosso estudo mostra que as DSTs se desenvolvem de forma diferente, dependendo do tamanho dos grupos humanos e se eles são monogâmicos ou polígamos", explicou à AFP Chris Bauch, da Universidade de Waterloo, no Canadá, co-autor da pesquisa.

De acordo com o estudo publicado na revista Nature Communications, a poligamia era a norma em pequenas sociedades de caçadores-coletores, mas esta realidade passou a ser cada vez menos verdadeira a medida que as sociedades cresciam com o advento da agricultura e do sedentarismo. A monogamia passou a ser dominante.

Com base em dados demográficos de caçadores-coletores e dados epidemiológicos sobre DSTs, Chris Bauch e seus colegas modelaram a evolução de diferentes normas familiares.

Dois casos se destacaram. Quando uma sociedade é grande (cerca de 300 pessoas), a prevalência de DSTs se torna endêmica na população e a taxa fertilidade cai. Nessa situação surge o padrão monogâmico. O estilo de vida polígamo passa a ser estigmatizado, com a sociedade chegando a punir os membros.

No entanto, em um pequeno grupo (máximo de 30 pessoas), as DSTs são caracterizadas por surtos de curta duração que não se tornam endêmicos. A taxa de fecundidade continua a ser elevada, a poligamia é a norma social dominante.

"Este estudo mostra como os eventos naturais, tais como a propagação de doenças contagiosas, podem influenciar fortemente o desenvolvimento de normas sociais e julgamentos", explica o pesquisador.

Mas segundo ele, erradicar as DSTs não nos faria passar um estilo polígamo. "Há vários outros fatores que fazem a sociedade impor a monogamia. Acredito que é prematuro dizer que o casamento vai desaparecer ou que a poligamia vai retornar se a questão das DSTs for resolvida", reconheceu.

Divisão é para haver protesto 'livre e sem confronto', diz Rollemberg

Governador do DF postou um vídeo em seu perfil oficial do Facebook para explicar porque foram colocadas grades na Esplanada dos Ministérios.

 postado em 12/04/2016 19:41 / atualizado em 12/04/2016 19:43


O governador do DF, Rodrigo Rollemberg, divulgou, nesta terça-feira (12/04), um vídeo explicando os motivos pelos quais foi instalada uma divisória no centro da Esplanada dos Ministérios. Segundo ele, a estrutura foi colocada para que "as pessoas possam se manifestar livremente e sem confronto".

No vídeo postado em sua página no Facebook, o governador afirmou serem permitidos o uso de faixas e bonecos infláveis, e que tudo que não põe em risco a segurança dos manifestantes "está liberado". Ele disse também que, no centro da área dividida, haverá ambulâncias e viaturas dos bombeiros e das polícias civil e militar. 

Sobre a posição dele em relação ao impeachment, o governador não se manifestou. Segundo ele, qualquer opinião poderia "contribuir no processo de radicalização das posições contrárias".

Assista o vídeo: Rodrigo Rollemberg















Roubos a coletivos e a pedestres crescem no DF

Segundo balanço da segurança divulgado pela Secretaria de Segurança Pública, o primeiro trimestre teve altas em relação ao mesmo período do ano passado.

 postado em 12/04/2016 13:23 / atualizado em 12/04/2016 14:41 - Correio Braziliense

Segundo relatório do governo,
o número de roubos a coletivo no Distrito Federal
 aumentou 49,4% no mês março,
se comparado com o mesmo período de 2015

O DF está longe de ser um local seguro. É o que mostra o balanço desse trimestre, divulgado nesta terça-feira (12/4) pela Secretaria de Segurança Pública e da Paz Social. Segundo esse relatório o número de roubos a coletivo no Distrito Federal aumentou 49,4% no mês março, se comparado com o mesmo período de 2015, onde 158 veículos sofreram com a ação de assaltantes. No mês de março deste ano, 236 transportes coletivos foram vítimas de roubos. 

Outro dado que alarmante, foi o roubo a pedestres. Na comparação entre o primeiro trimestre deste ano com o ano anterior, a quantidade de roubos teve um acréscimo de 16,5%. Ano passado, 8.366 pedestres foram roubados, e este ano, 9.749.
 
De acordo com a Secretária de Segurança Pública, Márcia de Alencar, o crime a transeunte é migratório e haverá intensificação de operações de redução de criminalidade. "Nesse tipo de crime, notamos cada vez mais o envolvimento de pessoas desempregadas, de menores de idade, e residentes do entorno do DF.”, afirmou. A secretária disse também que além de diagnosticar, é necessário fazer ações conjuntas com prefeituras do entorno.

Crimes graves como homicídio e estupro tiveram redução no mês de março, comparado com o mesmo período de 2015. Os homicídios tiveram queda de 22,6% e os estupros de 11,8%. Segundo Márcia, essa redução é histórica no Distrito Federal.

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Ozaina Barros
Fenix Eventos Culturais Ltda
Cerimonialista inscrita no CNCP-Comitê Nacional de Cerimonial Público
É profissional em produção e organização de eventos, cerimoniais, etiqueta, consultoria pessoal
e colunista em etiqueta e protocolo para festas, da Revista Festa Fashion.
Escritora, licenciada em LetrasPortuguês/espanhol e com especializações em Jornalismo Literário,
Gramática Avançada, Produção de Texto e Revisão.
É membro da Academia de Letras do Brasil/DF
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quinta-feira, 31 de março de 2016

Caminho molecular explica como zika destrói células-tronco neurais de fetos

Segundo pesquisa dos EUA, essa vulnerabilidade durante a gestação pode explicar a ligação do vírus com os casos de microcefalia.

 postado em 31/03/2016 06:00 / atualizado em 31/03/2016 07:39
 Roberta Machado - Correio Braziliense

Cientistas dos Estados Unidos identificaram um caminho molecular que pode explicar como o vírus zika destrói as células-tronco neurais de fetos. O estudo, divulgado ontem na revista Cell Stem Cell, reforça a hipótese de que a doença pode levar a malformações cerebrais, como a microcefalia, e sugere uma linha de pesquisa para a busca de tratamentos. O trabalho mostra que a proteína AXL, usada pelo agente infeccioso como porta de entrada para as células da pele, também está presente nas estruturas imaturas do cérebro, que se tornam um alvo fácil do zika durante a gestação. Os pesquisadores acreditam que o micro-organismo seja capaz de atacar essas células durante o segundo trimestre da gravidez, atrapalhando o desenvolvimento do órgão e causando lesões.

Outros estudos haviam alertado para a vulnerabilidade da proteína AXL a flavivírus como o zika e a dengue. É por meio desse receptor que os patógenos atacam as células da pele e causam as manchas cutâneas que estão entre os sintomas mais característicos dessas doenças. Os pesquisadores decidiram, então, procurar essa mesma “fechadura” usada pelo zika nas células que dão origem ao cérebro de bebês durante a gestação. Através de sequenciamentos de RNA feitos em cérebros de ratos, de furões e de culturas de cérebros humanos in vitro, acharam uma grande concentração da proteína nas células-tronco neurais que produzem as áreas que ficam em contato com os nervos do cérebro e com o fluido cerebrospinal.

Os resultados do estudo, ressaltam os cientistas, indicam que essa região poderia ser afetada pelo vírus durante o segundo trimestre de gravidez. O zika poderia, por essa porta de entrada, matar essas células e atrapalhar a sua multiplicação, resultando em cérebros de tamanho reduzido e marcados por deformações (veja infográfico). “Ao descobrir que o receptor AXL é abundante nas células-tronco neurais do cérebro, temos um mecanismo em potencial muito provável para explicar como o zika está causando a microcefalia em recém-nascidos”, acredita Arnold Kiegstein, pesquisador do Departamento de Neurologia da Universidade da Califórnia em San Francisco e principal autor do estudo.

No entanto, Kiegstein ressalta que a hipótese ainda não foi confirmada. “Para provar isso, será necessário mostrar que o bloqueio do receptor AXL pode evitar a infecção das células cerebrais pelo zika”, explica. Os pesquisadores também não sabem explicar por que a dengue e outras doenças aptas a se conectarem à proteína AXL não causam microcefalia por esse mesmo caminho. “Outros fatores podem estar envolvidos e explicar as diferenças; ou pode ser que outros vírus tenham mais dificuldade de atravessar a placenta até o feto; ou ainda que os outros vírus causem o dano cerebral, mas possivelmente com menos frequência, portanto, essa conexão não foi notada”, cogita.

Coerência clínica
Embora não haja provas do caminho molecular usado pelo zika, os resultados do estudo são bastante coerentes com os quadros de má-formação cerebral registrados em filhos de mulheres que foram infectadas pelo vírus durante a gravidez. A proteína vulnerável foi identificada justamente nas células que estão envolvidas com as veias sanguíneas e com as áreas do cérebro que ficam em contato com o fluido cerebrospinal, justamente regiões que apresentam graves danos nas crianças afetadas pelo problema. O receptor AXL também está envolvido na formação da retina, uma área que pode ser prejudicada pelo vírus. Um estudo brasileiro feito com 29 crianças com microcefalia atribuída ao vírus revela que mais de um terço delas apresentam anormalidades oculares.

Bloqueio de proteína pode amenizar o Alzheimer, sugerem cientistas

Testes realizados com ratos de laboratórios mostraram que a técnica diminuiu a formação das placas tóxicas que prejudicam os neurônios.

 postado em 31/03/2016 07:39 - Correio Braziliense

O bloqueio de uma proteína pode impedir a formação das placas que se formam no cérebro de pacientes com Alzheimer e, talvez, amenizar os efeitos da doença. É o que sugerem cientistas dos Estados Unidos em um trabalho publicado na edição de hoje da revista Science Translational Medicine. Testes realizados com ratos de laboratórios mostraram que a técnica diminuiu a formação das placas tóxicas que prejudicam os neurônios. Os resultados representam uma nova linha de pesquisa na busca por um tratamento para a condição neurodegenerativa, defende a equipe de estudiosos.

Outras pesquisas mostraram a capacidade do sulfato de heparina de se ligar aos peptídeos beta-amiloides e aumentar a formação nociva no cérebro. Os receptores presentes no neurônio se ligam a essa proteína nociva, permitindo a formação de placas que leva à demência. Esse processo foi reproduzido algumas vezes em testes in vitro, mas os especialistas ainda não haviam reproduzido a patologia dessa estrutura no organismo.

Os pesquisadores da Mayo Clinic, nos Estados Unidos, adaptaram um modelo de rato que imita a doença de Alzheimer e criaram uma cobaia que tinha propensão a desenvolver a demência, mas não apresentava o sulfato de hepatina nos neurônios. Os animais desenvolveram menos placas beta-amiloide do que as cobaias que, além da doença, tinham a proteína nociva. Os cientistas estimam que o acúmulo tóxico foi três vezes menor nos roedores modificados em laboratório.

Os resultados do experimento são compatíveis com outros trabalhos que investigaram a origem da doença neurodegenerativa. Análises feitas em cérebros de pacientes com Alzheimer mostram que essas pessoas tinham mais receptores de placas beta-amiloide no cérebro do que indivíduos saudáveis, o que poderia ser um fator que levou ao desenvolvimento do quadro de demência. Os pesquisadores a Mayo Clinic trabalham, agora, para encontrar uma forma de bloquear essa proteína no cérebro e impedir a formação das placas nas pessoas propensas a ter a doença.