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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Rajada rápida de rádio foi gerada numa galáxia muito, muito distante

Esta rajada, captada por telescópios, veio de uma galáxia situada a 6 bilhões de anos-luz da Terra, segundo um estudo divulgado nesta quarta-feira.

 postado em 24/02/2016 22:55 - Correio Braziliense
 France Presse

Pela primeira vez, astrônomos conseguiram identificar a origem de uma rajada rápida de rádio (FRB), um fenômeno cósmico ainda muito misterioso. Esta rajada de ondas de rádio muito breve, captada por telescópios, veio de uma galáxia situada a 6 bilhões de anos-luz da Terra, segundo um estudo divulgado nesta quarta-feira.

As FRBs foram identificadas em 2007 por uma equipe de cientistas liderados por Duncan Lorimer, a partir de dados recolhidos pelo observatório. Em um milésimo de segundo, elas emitem tanta energia quanto o Sol em 10.000 anos.

É extremamente difícil de detectá-las diretamente. Foi o que fez o radiotelescópio de Parkes, na Austrália, em 18 de abril de 2015, elevando para 17 o número de FRBs identificadas até hoje. 

A causa destas rajadas de rádio é desconhecida e as hipóteses são muitas. "Atualmente temos mais ideias sobre a natureza das FRBs do que o fenômeno em si", relata Duncan Lorimer, da West Virginia University (EUA).

Essas rajadas poderiam resultas da fusão de estrelas de nêutrons (astros minúsculos mas muito densos, compostos essencialmente de nêutrons), explica à AFP Evan Keane, principal autor do estudo publicado na revista britânica Nature.

Outros cientistas imaginam até sinais extraterrestres. E ele? "Não, sinto muito", responde Evan Keane, um dos mentores do projeto de rede internacional de radiotelescópios SKA.

Quando o radiotelescópio de Parkes, que mede 64 metros de diâmetro, detecta a FRB 150418, um aviso internacional é dado para que outros telescópios se mobilizem imediatamente.

Logo depois, as últimas luzes da FRB são marcadas. Elas são acompanhados por seis dias.

Um telescópio localizado na ilha do Havaí, permite em seguida estabelecer que o FRB provém de uma galáxia elíptica situada a 6 bilhões de anos-luz. Um ano-luz corresponde a cerca de 9,5 trilhões de quilômetros.

Governo do Distrito Federal veta medicação de canabidiol

A falta de regulamentação pela Anvisa fez com que o governador Rollemberg vetasse a distribuição gratuita da substância.

 postado em 25/02/2016 06:05 - Correio Braziliense
 Helena Mader

O governador Rodrigo Rollemberg decidiu vetar a lei que prevê a retomada do Programa de Prevenção à Epilepsia e a distribuição gratuita do canabidiol (CBD) na rede pública. O projeto havia sido aprovado pela Câmara no ano passado, em meio à mobilização de pacientes e de familiares de crianças que precisam da substância para controlar crises de epilepsia. A justificativa do GDF é de que ela não é regulamentada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), apesar de integrantes do governo também temerem o impacto financeiro da lei. Quem depende do canabidiol lamentou a decisão.

A legislação, proposta pelo distrital Rodrigo Delmasso (PTN), garantiria ao epilético o atendimento clínico especializado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com a realização de exames e cirurgia, quando necessário, e a reserva de leitos de UTI. O CBD, que seria distribuído aos pacientes caso a lei fosse sancionada, é uma substância derivada da maconha usada em tratamentos de convulsões. Controla crises epiléticas e melhora a qualidade de vida.

Como o canabidiol não é reconhecido como medicamento pela legislação brasileira, muitos pacientes precisam travar uma batalha para conseguir a substância. Até o fim de 2014, eles a importavam, mesmo sem previsão legal para a compra do CBD no país. Diante da mobilização da sociedade, a Anvisa liberou, em janeiro do ano passado, o uso do canabidiol para fins medicinais, mas com utilização controlada. A Receita Federal também retirou os impostos da importação.

A decisão do governador de vetar a lei contraria um parecer da Procuradoria-Geral do DF (PGDF). O corpo técnico do órgão liberou a sanção do projeto de lei. O documento, aprovado pela Procuradoria de Assuntos Constitucionais da PGDF, diz que seria “juridicamente viável a sanção do projeto de lei”. “Não vislumbro inconstitucionalidade no fornecimento do medicamento canabidiol pela rede pública. Ela apenas assentou que o DF deverá fornecer o canabidiol para os seus pacientes”, diz trecho do parecer.

Qualidade de vida

Norberto Fischer, pai de Anny, 7 anos, lamentou a decisão. A menina tem uma síndrome rara que provoca convulsões de difícil controle. Desde que começou a usar o canabidiol, as crises cessaram. “É uma injustiça colocar a vida de crianças em risco por causa de questão técnica. Se for pelo aspecto financeiro, o custo de uma UTI para uma criança que tenha epilepsia é muito maior do que o valor para distribuir o canabidiol. Um leito não sai por menos de R$ 7,5 mil por dia. A substância traz qualidade de vida e reduz as crises, diminuindo a demanda por UTI”, alega o Norberto.

A família de Anny recorreu à Justiça para conseguir o medicamento e conta com uma autorização administrativa da Anvisa para ministrar o remédio. “A sanção da lei seria muito importante, especialmente para pessoas mais carentes, que não têm conhecimento quanto aos processos de compra e importação”, conclui.

Dengue avança 90,8% em apenas uma semana no Entorno

Os casos da doença saltaram de 2.592 na semana passada para 4.974. Dezessete mortes são investigadas.

 postado em 25/02/2016 12:06 - Correio Braziliense
Agentes da prefeitura visitam casas em Luziânia: maior risco no Entorno
O governo de Goiás está em alerta máximo para a dengue no Entorno. Em apenas sete dias os casos aumentaram 90,8%. Saltou de 2.592 doentes na semana passada para 4.974 casos atualmente. Os dados estão no mais recente Boletim Epidemiológico divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde. Dezessete mortes estão em investigação.

Luziânia (1.594), Santo Antônio do Descoberto (597), Valparaíso (591) e Cidade Ocidental (575) são os municípios com as maiores contaminações — estão em emergência para a alta incidência do Aedes aegypti. Na última região, a alta atingiu 525%. “Esse grave quadro impõe a necessidade de fortalecimento da assistência à saúde e do combate sistemático e contínuo ao mosquito transmissor”, alerta comunicado publicado no site da pasta goiana. 

“Esse grave quadro impõe a necessidade de fortalecimento da assistência à saúde e do combate sistemático e contínuo ao mosquito transmissor”, reforça o texto. No total, Goiás contabiliza 32.642 casos de dengue — alta de 9,78% em relação ao mesmo período do ano passado. Autoridades sanitárias investigam 17 mortes. Destas, quatro são no Entorno. O problema é maior em 51 municípios, onde há o alto risco de contaminação. 

Problemas

A Secretaria de Saúde cancelou a divulgação do Boletim Epidemiológico dos casos de dengue, zika e chicungunha referente à sétima semana de 2016. A capital federal não contabilizou quantas pessoas estão doentes atualmente. 

O problema está ligado ao Sistema de Notificação de Agravos (Sinan), do Ministério da Saúde. A autarquia federal nega que a ferramenta tenha ficado fora do ar. Entretanto, até a publicação dessa reportagem, não havia como extrair o documento do banco de dados. 

Maranhão, Pará, Rio de Janeiro, Paraíba, Acre e Rio Grande do Sul registraram o mesmo problema. Goiás e Minas Gerais divulgaram os dados desta semana. Porém, os estados usam plataforma independentes.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Senado aprova PEC que proíbe criação novas despesas a estados e municípios

A aprovação da proposta era um pedido dos entes federados.

 postado em 17/02/2016 22:30 - Correio Braziliense

O Senado aprovou em segundo turno na noite desta quarta-feira (17/02) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 128, que proíbe a criação de novas despesas para estados e municípios. Parlamentares aprovaram a medida com mudanças, por isso, ela voltará à Câmara dos Deputados para análise.

A aprovação da proposta era um pedido dos entes federados. A PEC impede que a União ou o Congresso Nacional aprove novas responsabilidades às unidades da Federação sem que seja apontada a devida fonte de recursos. A União foi incluída na proposta depois que uma emenda incluída pelo líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE), foi aprovada na terça.

Os parlamentares rejeitaram a emenda do senador Ricardo Ferraço (sem partido-SP), que estabelecia ao governo federal a necessidade de compensar as perdas de arrecadação de estados e municípios nos casos de desoneração.

Já a emenda do senador Cristovam Buarque (PPS-DF), mantém as regras de reajuste de pisos salariais nacionais de professores do ensino básico, de agentes comunitários de saúde e de combate a endemias.

Pesquisa comprova que obesidade passa pelo sêmen do pai a filhos e filhas

Marcas genéticas são capazes de interferir no peso dos descendentes. Segundo especialistas, a constatação reforça a tese de que o bem-estar dos rebentos não depende apenas de cuidados tomados pelas grávidas.

 postado em 17/02/2016 16:08 / atualizado em 17/02/2016 16:12 - Correio Braziliense

Não são apenas as mulheres que devem se preocupar com a balança e com outras complicações ligadas à obesidade quando decidem ter um bebê
No momento da fecundação, os espermatozoides levam mais do que informações genéticas que serão misturadas às do óvulo para formar um novo ser. Carregam também marcas deixadas pelo estilo de vida do homem e que podem comprometer a saúde dos filhos. Por isso não só são as mulheres que devem se preocupar com a balança e com outras complicações ligadas à obesidade quando decidem ter um bebê. O alerta vem de dois estudos divulgados recentemente em revistas científicas internacionais: exageros cometidos por eles aumentam a predisposição de crianças ao excesso de peso.

Um dos grupos que detectaram esses sinais da epigenética em meninos e meninas é do Centro de Pesquisa Metabólica Novo Nordisk, na Dinamarca. Segundo a epigenética, o ambiente é capaz de interferir na forma como o DNA se expressa, sem modificar o código genético original. Por essa lógica, os pesquisadores sugerem que um ambiente com mais exposição e estímulo ao consumo de alimentos pode ativar a obesidade nos genes que trazem essa doença.

“Até pouco tempo atrás, acreditávamos que as marcas epigenéticas seriam apagadas na fertilização. Descobrimos que uma grande quantidade delas é, na verdade, mantida no sêmen, podendo ser transmitida ao embrião”, explica ao Correio Ida Donkin, médica especialista em metabologia e coautora do estudo pulicado na Cell Metabolism. Os estudiosos compararam as células do esperma de 10 homens magros com as de 13 obesos e descobriram diferentes marcas epigenéticas em cada grupo.

De acordo com Ida Donkin, a pesquisa segue em outra etapa, na qual se investiga quais marcas observadas no esperma de obesos serão transmitidas e como afetam o embrião. Para isso, a equipe seleciona o esperma de voluntários nessa condição e que tenham companheiras grávidas. Quando o bebê nasce, coletam as células-tronco do cordão umbilical e, nelas, observam quais marcas epigenéticas correspondem às encontradas no sêmen do pai.

Ansiedade
Em pesquisa semelhante, cientistas do RMIT Health Sciences Clinic, na Austrália, encontraram, em diferentes gerações de ratos, uma correlação entre a dieta paterna e alterações nos níveis de ansiedade dos filhos. Nesse estudo, os pesquisadores separaram as cobaias em dois grupos — um recebeu grande quantidade de comida e outro, aproximadamente 25% menos calorias.

Embora o pai não tivesse contato algum com o embrião durante a gestação e o comportamento materno tenha permanecido praticamente inalterado (sem estresses ou alteração de dieta), os ratos recém-nascidos oriundos do segundo grupo eram magros, comiam menos e mostravam menos traços de ansiedade quando comparados aos de pais expostos a mais comida.
A constatação, segundo os pesquisadores, sugere que se trata de uma marca epigenética transmitida porque houve mudança na função dos genes dos filhos a partir de experiências vividas pelos pais. “Quando vemos os baixos níveis de ansiedade como resultado de uma dieta entre duas gerações, isso traz um alerta para as consequências a longo prazo na saúde de sociedades com altos níveis de obesidade”, destaca o pesquisador em epigenética Antonio Paolini, principal autor do estudo publicado na revista Psychoneuroendocrinology.

Exposição excessiva

A neurocientista da Universidade de Brasília (UnB) Fabíola Zucchi, que também pesquisa a expressão de genes, observa que a obesidade pode ser considerada uma doença provocada pelo ambiente e, por isso, deixa marcas epigenéticas. “Se compararmos com outras épocas, em que tínhamos que caçar, por exemplo, estamos muito mais expostos à comida, seja nos restaurantes, seja na televisão, seja nos mercados. A obesidade é uma resposta do corpo a esse ambiente hostil, com excesso de comida”, explica. “Como é epigenético, se a pessoa cresce em um ambiente em que não há esse excesso, não será necessário interpretar os genes da obesidade. Por isso, é uma predisposição, não necessariamente a obesidade vai acontecer.”

Com ponto de vista semelhante, Ida Donkin aposta em mais pesquisas epigenéticas como forma de prevenção de enfermidades crônicas. “A prevalência de doenças como obesidade e diabetes aumentou intensamente nas últimas décadas, criando uma epidemia mundial. Mais pesquisas sobre herança epigenética e comportamento pré-concepcional, além da influência sobre a próxima geração, nos ajudarão a criar conselhos para os futuros pais, o que pode melhorar a saúde das novas gerações.”

Reduzindo os riscos
Em estudo anterior, a equipe liderada por Ida Donkin acompanhou seis homens obesos antes de uma cirurgia bariátrica e um ano depois da intervenção. Eles queriam entender como o procedimento para a perda de peso afeta a informação epigenética contida nas células do esperma.

Os pesquisadores do Centro de Pesquisa Metabólica Novo Nordisk, na Dinamarca, perceberam cerca de 4 mil mudanças estruturais no DNA dos espermatozoides no período anterior à cirurgia, logo depois e um ano após a intervenção — o que também sinaliza, segundo eles, para uma dinâmica das marcas epigenéticas e, consequentemente, para mudança nos hábitos alimentares dos futuros filhos.

“Um homem que foi obeso na infância e perdeu peso na vida adulta será capaz de alterar a sua epigenética. Mesmo assim, o seu esperma ainda pode carregar marcas do estado de obesidade na infância”, nota Ida. “Acreditamos, no entanto, que os filhos terão um menor risco de doença com a perda de peso do que se o pai continuar obeso enquanto adulto.”

Para o endocrinologista Sérgio Vencio, esses estudos reforçam a necessidade de maior prevenção contra o excesso de peso entre os homens antes e depois de terem filhos. “A saúde do bebê pode ser completamente diferente se os pais tiverem um pré-natal preventivo. Mas, depois que os bebês nascem, os cuidados devem prevalecer, pois, como sugere a epigenética, o ambiente vai continuar interferindo na leitura de sua genética”, ressalta.

O médico também nota, a partir dos estudos, uma mudança na ideia de que apenas as mulheres são responsáveis pela saúde dos filhos antes e durante a gestação. “Todos os cuidados do pré-natal estavam voltados para a mãe — riscos de que ela provocasse diabetes, hipertensão e obesidade no bebê, por exemplo. Agora, a ciência aponta para os pais: eles também estão envolvidos ativamente nessa questão.”

Cientistas detectam região cerebral considerada ponto inicial do Alzheimer

A descoberta, segundo eles, ajudará no desenvolvimento de novas terapias contra a demência.

 postado em 17/02/2016 06:05 / atualizado em 17/02/2016 11:28 - Correio Braziliense

As pesquisas sobre o envelhecimento cognitivo concentram-se na forma como o declínio nas funções de regiões cerebrais influencia o raciocínio. Uma das mais recentes destaca o papel do sistema locus ceruleus (LC) nas condições cognitivas da velhice. Publicada na revista Trends in Cognitive Sciences, uma revisão de literatura conduzida por pesquisadores da Universidade do Sul da Califórnia (USC) revela que essa região crítica e vulnerável pode ser o primeiro local afetado pela forma tardia da doença de Alzheimer (DA). Os autores acrescentam que é possível que o LC seja mais importante na manutenção cognitiva durante a velhice do que se estima hoje.

A partir da investigação de estudos anteriores, o grupo liderado por Mara Mather oferece novas reflexões sobre alterações relacionadas ao envelhecimento em um neuromodulador chamado norepinefrina (NE). Conhecido pelo papel na excitação comportamental, no controle da frequência cardíaca e na pressão arterial, essa substância também regula a memória, a atenção e a cognição. Experimentos feitos com ratos mostraram que, quando liberado no LC, o NE protege os neurônios de fatores que matam as células e aceleram o Alzheimer, como a inflamação e a estimulação excessiva de outros neurotransmissores — substâncias químicas produzidas pelos neurônios.

Do tamanho de um grão de arroz, o LC é a estrutura cerebral de maior densidade de neurônios noradrenérgicos — que interagem com a norepinefrina e outros neurotransmissores — e parece ser a primeira região em que surge o Alzheimer. Isso porque, diz Mather, a patologia tau — caracterizada por emaranhados de proteína encontrados em neurônios que sofrem a degeneração — se manifesta primeiro nessa região da cabeça. Embora nem todas as pessoas com esse acúmulo desenvolvam o tipo mais comum de demência, os resultados da autópsia indicam que quase todos os adultos têm indicações iniciais da patologia no LC.

“Durante muito tempo, falou-se que o Alzheimer começava no córtex entorrinal, área do hipocampo mediada por neurônios que trabalham com a acetilcolina, substância relacionada ao funcionamento da memória. O que esse estudo mostra é que surge antes no LC. Quando os pesquisadores analisaram pesquisas com autópsias, constataram que jovens de 20 anos já apresentam anomalias nessa área, e apenas nela. Aos 40 anos, 100% das pessoas apresentavam algum grau de patologia”, esclarece o geriatra Otávio Castello, diretor do Departamento Científico da Associação Brasileira de Alzheimer, regional Distrito Federal.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Comércio do DF espera crescimento de 3,35% nas vendas durante a Páscoa

Apesar do otimismo, os empresários estão bem atentos aos riscos do mercado.

 postado em 17/02/2016 17:56 / atualizado em 17/02/2016 17:56 - Correio Braziliense


A crise financeira do país não foi suficiente para abalar o otimismo dos comerciantes brasilienses. De acordo com uma pesquisa realizada no início do mês pelo Instituto Fecomércio do Distrito Federal, em parceria com o Sebrae, os comerciantes esperam para a Páscoa deste ano um aumento de 3,35% nas vendas em comparação com o mesmo período de 2015. Mesmo acreditando em uma melhora, os empresários ainda estão atentos para os possíveis riscos. Foram entrevistados 166 empresários de 12 segmentos e, a maioria, 39,4%, espera vendas iguais as de 2015, enquanto 32,6% acredita que haverá um aumento significativo.


O presidente da Fecomércio-DF, Adelmir Santana, explica que a expectativa de crescimento das vendas indica a esperança do empresário de sair do vermelho com a primeira data forte para o comércio do ano.“Sendo a primeira data importante para o comércio em 2016, a Páscoa funcionará como um termômetro para os empresários medirem como serão as vendas durante o resto do ano. A expectativa positiva reflete a esperança de melhora na economia e no fluxo de caixa dos seus empreendimentos”, afirma Adelmir.

O presidente ainda diz que, mesmo na crise, as pessoas não vão deixar de presentear os familiares, mas que possivelmente os consumidores devem optar por produtos mais acessíveis. Entre os segmentos otimistas no mercado, o de vestuário é o que espera melhor movimento durante o período, com expectativa de crescimento nas vendas de 13,19%. Já o segmento de floricultura é o mais pessimista, com uma expectativa de redução na comercialização de produtos de -10,67%.

Com a expectativa de crescimento moderado das vendas, apenas 17,9% dos empreendedores declararam que irão ampliar seus estoques. No ano passado, o mesmo indicador foi medido em 30,2%. A maioria dos lojistas, 53,2%, declarou que deve manter o mesmo nível de estoque do ano passado. Entre os empresários entrevistados, 45,9% confirmam que utilizarão estratégias específicas de vendas para a Páscoa. No ano anterior o mesmo indicador foi medido em 55,3%. Em relação a valores, 77,6% dos empresários disseram que manterão o mesmo preço do produto de 2015, não aplicando aumentos, contra 15,6% que afirmaram que vão aumentar os valores.

Consumidor

Entre o consumidores entrevistados, 59% pretendem presentear alguém. No ano anterior, o mesmo indicador foi medido em 65%. A maioria dos entrevistados, 93,6%, independente do gênero, deve comprar chocolates e trufas para comemorar a Páscoa. Outra parcela, correspondente a 9,3%, pretende adquirir cestas de café da manhã e flores como outra alternativa.

A pesquisa ainda aponta que o preço médio do presente pretendido pelo consumidor é de R$ 123. Os motivos que mais chamam a atenção dos consumidores para realizar as compras nesta data comemorativa são: promoções, preços e qualidade dos produtos.