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quarta-feira, 28 de maio de 2014

Pesquisadores conseguem para produzir objetos de lã em impressora 3D

Com a técnica também foi possível criar um novo tipo de alto-falante

Correio Braziliense

Tecnologias misturadas: para trabalharem com a lã, pesquisadores uniram uma impressora tridimensional a um tear (Disney Research/Divulgação)
Tecnologias misturadas: para trabalharem com a lã, pesquisadores uniram uma impressora tridimensional a um tear

A tecnologia de impressão em três dimensões avança de maneira vertiginosa. A cada dia, novos objetos são impressos - de utensílios domésticos a próteses médicas -, e pesquisas buscam desenvolver equipamentos capazes de trabalhar com diferentes tipos de materiais. Dois trabalhos recentes feitos pela equipe da Disney Research trazem novidades nessa segunda linha de estudos. No primeiro deles, realizado em parceria com a Universidade Carnegie Mellon (EUA), os pesquisadores desenvolveram uma impressora que trabalha com lã. Já uma outra equipe produziu um novo tipo de alto-falante.

A impressora de lã é resultado dos esforços de Scott Hudson e sua equipe. O grupo conseguiu, na verdade, unir dois equipamentos já existentes em um só: o tear e a impressora 3D. “Atualmente as máquinas desse tipo trabalham apenas com materiais rígidos, como plástico e metal. Mas nem tudo que gostaríamos de produzir são objetos duros. Alguns ficariam melhores se fossem macios”, explica Hudson. Para demonstrar o protótipo, o grupo conseguiu imprimir um ursinho de lã. Pelo resultado, fica claro que o projeto está em um estágio inicial, mas o grupo trabalha para melhorá-lo e torná-lo capaz de imprimir também com outros tecidos.

Para Jorge Lopes, professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), o trabalho não traz uma inovação tecnológica propriamente dita, mas chama a atenção pela junção da impressora 3D com o tear. “Para produzir o ursinho, eles usaram o mesmo processo utilizado por qualquer impressora 3D, que consiste na interposição de camadas do material em questão”, explica o brasileiro, que não participou da pesquisa. “Mas era necessário usar algum método que juntasse as camadas em um objeto só. No caso do plástico derretido, ele assume a forma do objeto que se está criando, mas, para trabalhar com lã, é preciso algum tipo de costura”, aponta.

Estudar fortalece o cérebro e melhora resultados em casos de tratamentos

Quanto maior o grau de escolaridade de uma pessoa, mais chances ela tem de se recuperar de um trauma no órgão
Correio Braziliense



Aula em universidade sueca: estudos fornecem reserva cognitiva, útil para recuperar o cérebro de traumas e retardar doenças como o Alzheimer (Jonathan Nackstrand/AFP - 29/10/2012)
Aula em universidade sueca: estudos fornecem reserva cognitiva, útil para recuperar o cérebro de traumas e retardar doenças como o Alzheimer

“O conhecimento torna a alma jovem e diminui a amargura da velhice.” A frase enunciada por Leonardo da Vinci fala de algumas das vantagens que a busca por informações e os estudos trazem às pessoas. Pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, garantem que outro benefício pode ser acrescentado a essa lista: um cérebro com mais capacidade de se recuperar de traumas. Segundo uma pesquisa publicada recentemente na revista especializada Neurology, indivíduos com níveis altos de escolaridade obtêm resultados melhores no tratamento de lesões cerebrais e tendem a ter sintomas menos severos quando são acometidos por doenças neurodegenerativas, como o mal de Alzheimer.


A curiosidade sobre a relação entre anos de estudo e recuperação cerebral surgiu quando os pesquisadores notaram diferenças significativas no progresso de pacientes atendidos no hospital da universidade. “Depois de terem esses tipos de lesões, algumas pessoas ficam desabilitadas para o resto da vida e nunca são capazes de voltar ao trabalho, enquanto outras pessoas, com problema semelhante, se recuperam totalmente”, afirma, em um comunicado à imprensa, Eric Schneider, professor da Faculdade de Medicina da instituição. “Nós conhecemos alguns fatores que levam a essas diferenças, mas não podemos explicar toda a variação. Esse trabalho buscou por mais peças do quebra-cabeça”, completa.

Na investigação, a equipe acompanhou um grupo de 769 pessoas com lesões cerebrais traumáticas graves, muitas delas decorrentes de acidentes de carro ou quedas. Os participantes já haviam passado um período no hospital e participavam da reabilitação. Os pesquisadores dividiram o grupo em três categorias: pessoas que não cursaram o ensino médio, pacientes que tinham concluído o ensino médio e, por fim, aqueles que tinham um curso de graduação.

Homens se separam mais das mulheres quando elas adoecem, mostra estudo

Segundo especialistas, o abandono pode agravar o estado físico e psicológico delas

Correio Braziliense

Segundo o estudo norte-americano, muitas mulheres se separam porque preferem ser cuidadas por amigos e familiares  (STR/AFP - 24/8/2012)
Segundo o estudo norte-americano, muitas mulheres se separam porque preferem ser cuidadas por amigos e familiares
Os laços construídos ao longo da vida parecem afrouxar justamente quando o corpo passa a sofrer mais com as complicações da idade. E geralmente são os homens que decidem cortar esses vínculos. A constatação é de um estudo feito na Universidade de Michigan, nos Estados Unidos. Ao analisar 2.717 casais, cientistas concluíram que o risco de divórcio entre os mais velhos aumenta quando a esposa — e não o marido — fica doente. “As mulheres casadas com estado de saúde bem debilitado podem, ao mesmo tempo em que sofrem com o impacto da doença, experimentar o estresse do divórcio”, comenta Amelia Karraker, pesquisadora do Instituto de Pesquisa Social da universidade e responsável pela investigação.

Karraker e o coautor do estudo, Kenzie Latham, da Universidade de Indiana, analisaram dados sobre as milhares de uniões copilados pelo Instituto de Pesquisa Social Americano desde 1992. O instituto começou a coletar informações sobre a saúde de cada casal quando pelo menos um dos parceiros tinha mais de 50 anos. A partir dos relatórios, os pesquisadores começaram a relacionar o aparecimento de quatro enfermidades consideradas graves e que tinham um alto grau de incidência dentro do grupo de pesquisa: câncer, problemas cardíacos, doenças pulmonares e acidente vascular cerebral (AVC). Os males foram relacionados com adversidades nos relacionamentos daqueles que haviam ficado doentes.

Os resultados mostraram que, de um modo geral, 31% das uniões terminaram em divórcio no período analisado, sendo que em 15% dos casos, a mulher ficou doente. Além disso, a incidência de novas enfermidades crônicas foi aumentando com o tempo, com mais maridos do que mulheres desenvolvendo problemas de saúde. A pesquisadora explica que as mulheres acabam sendo, diante dessa situação, duplamente vulneráveis à dissolução conjugal em face das complicações na saúde. “Elas são mais propensas a ficar viúvas a partir do fato de que são os maridos que ficam doentes com maior frequência. Agora, se quem ficar doente for a mulher, aumenta-se muito a possibilidade de que o relacionamento acabe em divórcio”, explica.

Curso Repórter Mirim leva jovens a conhecerem a rotina da profissão

O curso, um Projeto da Fundação Assis Chateaubriand, leva jovens dos Centros Olímpicos e Paralímpicos de Ceilândia e Samambaia a conhecerem a rotina e os conceitos do jornalismo, com visita aos veículos dos Diários Associados

Correio Braziliense

Na TV Brasília, após percorrer os estúdios recém-inaugurados, a garatoda participou de um bate-papo com a equipe de apresentadores  (Camila de Magalhães/Esp. FAC/D.A Press)
Na TV Brasília, após percorrer os estúdios recém-inaugurados, a garatoda participou de um bate-papo com a equipe de apresentadores
Como se define uma pauta? A que horas o jornalista tem que chegar à tevê? Qual é o critério para escolha da melhor foto? Como é o dia a dia na rádio? Como são feitos os desenhos para o jornal? Qual foi a situação mais inusitada que você vivenciou em uma reportagem? Essas e outras perguntas foram respondidas por profissionais dos Diários Associados na tarde de ontem. Jornalistas do Correio Braziliense, da Clube FM e da TV Brasília participaram de um bate-papo com jovens do curso Repórter Mirim, desenvolvido pela Fundação Assis Chateaubriand. A iniciativa faz parte do projeto Esporte e Cidadania, uma parceria com a Secretaria de Esporte do Distrito Federal.

Com faixa etária de 12 a 17 anos, alunos do Centro Olímpico e Paralímpico de Ceilândia tiveram a oportunidade de conhecer a rotina de trabalho de cada veículo. “Na idade deles, eu não tinha essa vontade de ser jornalista, mas fui conhecer uma rádio e fiquei com o desejo de trabalhar com isso”, destacou Arthur Luís, locutor e gerente da rádio Clube FM.

O ilustrador do Correio Fernando Lopes despertou a curiosidade dos meninos com uma série de desenhos produzidos para o jornal, falou sobre as técnicas utilizadas e o reconhecimento por meio de prêmios. Já Braitner Moreira, subeditor do caderno Superesportes, lembrou a experiência na cobertura da Copa das Confederações 2013 e deu dicas de reportagem aos jovens. O subeditor de Fotografia, Valério Ayres, listou as principais coberturas de que participou e ressaltou a importância do olhar e do momento certo para a fotografia.

O grupo entrou nos estúdios da TV Brasília, inaugurados recentemente, e conferiu as etapas de produção televisiva. A visita foi guiada pela gerente da tevê, Simone Souto. Os apresentadores Maria Júlia Mendonça e Pedro Lucena também conversaram com os alunos.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Tour da Taça chega a Brasília; troféu está exposto no estacionamento do Mané Garrincha

Depois da visita à capital federal, a exposição da taça segue para São Paulo



Correio Braziliense


Marcelo Camargo/Agência Brasil
 A taça da Copa do Mundo chegou em Brasília na manhã desta terça-feira (27/5) após passar por um tour em dezenas de países. A capital federal é 26ª cidade do Brasil a receber o troféu, que vai premiar a campeã do Mundial de 2014. Depois da capital federal, a taça segue para São Paulo, onde começa o torneio, em 12 de junho.

A solenidade começou por volta das 8h30, no gramado do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha. O tetracampeão Bebeto levantou o troféu e o segurou no colo como se fosse um bebê. O vice-governador do DF, Tadeu Filipelli, e patrocinadores participaram do evento.

O troféu, de ouro maciço de 18 quilates, ficará exposto das 9h às 21h para os visitantes tirarem fotos, no estacionamento da arena esportiva.

Além da exposição da taça, o evento conta com outras atrações. Durante o dia serão exibidos filmes sobre a Copa do Mundo e haverá programação musical. Os visitante ainda poderá participar de jogos interativos, como chutes a gol e estilingue humano.

Como participar

O torcedor deve acessar o site do evento e conferir o regulamento. Os bilhetes serão distribuídos por meio de uma promoção e pré-agendamento. As visitas em Brasília ocorrem em 27 e 28 de maio.

Programação musical:

27 de maio


10h30 - Banda na Lata
13h20 - Pedro Paulo e Matheus
15h50 - Banda Amor Maior
18h40 - Banda Camafeu

28 de maio

10h30 - Mistura Perfeita
13h20 - Surf Sessions
15h50 - Banda Cydonia
18h40 - Banda Plano B

Índice de Confiança do Comércio cai 4,4% em maio deste ano, aponta FGV

Segundo os dados divulgados nesta terça-feira, a queda é maior do que a observada nos meses de abril e março



O Índice de Confiança do Comércio, da Fundação Getulio Vargas (FGV), caiu 4,4% no trimestre finalizado em maio deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. A queda é maior do que a observada nos meses de abril (3,1%) e março (2,1%), segundo dados divulgados nesta terça-feira (27/5) pela FGV.

O índice médio do trimestre, de 117,4 pontos, também é o menor da série histórica, iniciada em março de 2010. A queda foi provocada principalmente pela opinião dos empresários do comércio em relação ao momento presente, pois o Subíndice da Situação Atual caiu 7,2% no trimestre finalizado em maio. Já o otimismo em relação ao futuro, medido pelo subíndice de Expectativas, caiu 4% no trimestre finalizado em maio. 

Iniciativa transforma restos orgânicos em combustível e fertilizante

Primeira iniciativa do tipo no Brasil, a Plataforma de Metanização de Resíduos Orgânicos da UFMG produz biogás e fertilizante a partir das sobras de um restaurante universitário

Correio Braziliense



Aluno da UFMG envolvido no projeto faz a medição do biogás: a planta modelo gera 160 mil litros do combustível diariamente (Jair Amaral/EM/D.A Press)
Aluno da UFMG envolvido no projeto faz a medição do biogás: a planta modelo gera 160 mil litros do combustível diariamente

Belo Horizonte — Em vez de irem para o lixo, restos de alimentos se transformam em água, fertilizante e biogás — biocombustível usado na produção de energia. A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) abriga a primeira Plataforma de Metanização de Resíduos Orgânicos (pMethar) do Brasil. Desde dezembro, as sobras de comida do maior restaurante do câmpus Pampulha da instituição, o Setorial II, mais conhecido como Bandejão, seguem para a planta de tratamento. Diariamente, a unidade gera cerca de 500kg de resíduos de frutas, verduras, arroz, feijão e carne, entre outros alimentos. Com a iniciativa, a universidade conseguiu mostrar na prática que é possível reduzir a quantidade de resíduos enviada a locais como aterros sanitários e ainda gerar frutos. Também já virou exemplo para municípios e empresas.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente (MMA), mais da metade (51,4%) de todo o lixo gerado no país é composto por matéria orgânica, sendo que apenas 1,6% recebe tratamento adequado. Uma das determinações do Plano Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) é diminuir os resíduos orgânicos dispostos em aterros sanitários e, dentro desse contexto, a plataforma é uma aliada. “Reduzimos a quantidade de orgânicos aterrada, o impacto sobre o meio ambiente e ainda produzimos energia e outros subprodutos”, afirma o coordenador da pMethar, Carlos Chernicharo, professor associado do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental da UFMG.

Ao chegar à plataforma, os restos de comida são direcionados a uma unidade de triagem, para a retirada de plásticos, metais, vidros e papéis que eventualmente estejam juntos. Depois de as sobras serem trituradas, há a adição de água. Essa mistura, que se assemelha a uma sopa, vai direto para o reator de metanização, também chamado de biodigestor. Nele, uma série de micro-organismos anaeróbios — entre eles, alguns comumente encontrados no estômago do boi — liberam enzimas e se alimentam desse substrato. O resultado é a produção de biogás, formado por gás carbônico, sulfeto de hidrogênio e, principalmente, metano. À propósito, esse último é o principal componente do gás natural usado como combustível em veículos. No lugar de carros, o biogás produzido na pMethar é usado num motor para a geração de energia elétrica e térmica. A metanização dos 500kg de resíduos orgânicos gera até 160 mil litros de biogás por dia e, agora, a equipe está levantando o potencial energético da plataforma.

“A intenção é usar a energia para a operação da plataforma e injetar o excedente na rede elétrica da Cemig para diminuir a conta de luz da universidade”, diz Chernicharo, ressaltando que a pMethar não se encarrega de dar destino correto apenas ao subproduto biogás. Isso porque, do biodigestor, sai também um líquido com concentração de matéria orgânica aproveitado integralmente pela equipe da plataforma. A mistura segue para a unidade de separação de sólidos e líquidos, uma espécie de coador de café que separa a água do lodo biológico. O material sólido vai para um secador térmico, aquecido pela energia térmica produzida na própria unidade.